Adesão a bancos digitais têm crescimento significativo

13/04/2017

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 Foto: Primo Rico

Os desbancarizados tendem a optar por fintechs e bancos digitais para inserção no sistema financeiro e adesão deve “crescer exponencialmente” nesses meios nos próximos dois anos. Para “entrar na luta”, grandes instituições devem ficar mais digitalizadas.

De acordo com o CEO da fintech de meios de pagamento Celcoin, Marcelo França, tanto o incentivo do Banco Central (BC) para “desconcentrar” o mercado, quanto a maior confiança do usuário tem “quebrado as barreiras” para o segmento.

“O usuário quer resolver o problema dele e não necessariamente precisa criar uma conta em banco, então ele entra para avaliar o serviço e gosta, porque é isso o que a gente tenta resolver. O número de fintechs e de usuários tem crescido no mercado e esse é um movimento irreversível”, identifica o executivo.

Na própria Celcoin, por exemplo, a expectativa é que o número de usuários passe dos atuais 100 mil para 300 mil até o final de 2017.

Da outra ponta, a digitalização dos bancos e o surgimento e consolidação dos bancos digitais não ficam atrás. “Atender essa parcela desbancarizada da população é o objetivo de todo mundo, porque é um pilar pouco explorado. E o movimento não é apenas dos que estão fora do sistema, mas até mesmo de correntistas que migram para o meio digital”, comenta o presidente do banco Agiplan, criador da conta digital Agipag, Marciano Testa.

Para França, porém, apesar de a tendência ser de que os bancos “incubem” as fintechs para “acompanhar e criar coisas novas”, a vantagem das fintechs é a “não associação” à contas correntes e desburocratização de processos

“Abrir conta é diferente de resolver um produto específico e isso é uma vantagem nossa. De qualquer forma, os bancos querem ficar cada vez mais próximos disso e a tendência é dos clientes priorizaram o movimento”, conclui o executivo.

POR: Contábeis /  DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços